Editorial

Vício em videogames será incluído na CID

17 de Janeiro de 2018 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

A Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID) passará por uma revisão em 2018 e deve ganhar um novo componente: o transtorno dos jogos eletrônicos, padrão comportamental que prejudica a capacidade de controlar a prática desse tipo de entretenimento e passa a ser mais importante do que qualquer outra atividade ou ação diária. Assim, ganhará a condição de doença mental.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para que o transtorno dos jogos eletrônicos seja diagnosticado, o padrão de comportamento deve ser de gravidade suficiente para resultar em um comprometimento nas áreas de funcionamento pessoal, familiar, social, educacional, profissional ou outras áreas importantes. Também deve ser observado regularmente por pelo menos 12 meses.

Esse tipo de situação tornou-se tão preocupante que será incluído na CID, base para identificar tendências e estatísticas de saúde em nível mundial e do padrão internacional de notificação de doenças e condições de saúde. Assim, a inclusão nessa listagem é uma consideração para que os países planejem estratégias de saúde pública e monitorem tendências de transtornos.

Segundo a OMS, a decisão de incluir o vício dos jogos eletrônicos "reflete um consenso de especialistas de diferentes disciplinas e regiões geográficas envolvidos no processo de consultas técnicas".

A entidade destaca que o transtorno afeta apenas uma pequena proporção de jogadores de jogos eletrônicos. Porém, quem pratica deve estar atento à quantidade de tempo gasto fazendo isso, particularmente quando resulta na exclusão de outras atividades diárias, bem como quaisquer mudanças em sua saúde física ou psicológica e funcionamento social que possa ser atribuído ao seu padrão de comportamento em relação a jogos eletrônicos.

Aos pais, principalmente, a notícia serve de alerta à quantidade de tempo de permanência dos filhos na frente da tevê, com o controle na mão, em jogos solitários ou on-line. A diversão, nesse caso, não pode se tornar uma obsessão.


Comentários

Diário Popular - Todos os direitos reservados