Editorial

Excelência na Unicamp

26 de Julho de 2017 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Todos os rankings podem, de alguma forma e por um lado, ser questionados. Por outro, no entanto, servem, sim, como indicadores. Recentemente, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ficou em primeiro lugar entre as 81 melhores instituições de Ensino Superior da América Latina. O estudo, que tem abrangência mundial, foi feito e divulgado pela publicação britânica Times Higher Education (THE). A Unicamp inverte posição com a Universidade de São Paulo (USP), que agora está em segundo lugar.

De acordo com reportagem da Agência Brasil, na lista das 25 primeiras colocadas, o Brasil aparece 13 vezes. Em seguida vem o Chile (6), a Colômbia (4) e o México (2). Entre as universidades brasileiras, além das duas primeiras (Unicamp e USP), estão a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em 7º lugar; seguidas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (8º); a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (9º); a Universidade Federal de Minas Gerais (11º); a Universidade Estadual Paulista (12º); a Universidade Federal do ABC (14º); a Universidade Federal de Santa Catarina (15º); a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (16º); a Universidade Federal de São Carlos (18º); a Universidade de Brasília (19º) e a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (24º).

O reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, falou, em nota divulgada à imprensa, sobre o orgulho com o resultado: "É um reconhecimento do árduo trabalho que aqui realizamos, para ter uma escola de excelência em todas as áreas que atua. Temos agora um esforço extra para, apesar da grave crise que estamos atravessando, conseguir manter essa posição no cenário internacional".

A análise sobre as universidades da América Latina levou em consideração 13 quesitos nas áreas de ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e grau de internacionalização. Ainda segundo a reportagem da Agência Brasil, "há diferenças de avaliação quando são englobados os países do resto do mundo, como por exemplo, no critério qualidade do ensino, que tem peso de 30% no ranking global e 36%, no grupo latino-americano".

Em um tempo de verbas escassas para as universidades brasileiras, a celebração do resultado da Unicamp precisa ser feita, sim, mas não desacompanhada do empenho necessário para que a educação seja, de fato, valorizada no país.

 


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