Editorial

Mais poder de compra

13 de Novembro de 2017 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

O governo federal tem comemorado os melhores índices na economia. Entre tantas brigas políticas, realmente é de se comemorar que, em termos econômicos - e a economia é um dos âmbitos da esfera social - o país comece a sair do atoleiro. Para erguer a cabeça e caminhar orgulhoso de si, resta ainda conseguir organizar o caos da politicagem que parece tantas vezes imperar em Brasília. Parece que se consiga dar uma mínima ordem ao caos, o essencial depende do cidadão: e vem pelo voto.

Ao discursar em cerimônia no Palácio do Planalto, no último dia 9, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, citou dados positivos da economia e disse: “Já se espera o melhor Natal dos últimos anos no Brasil, já se espera de fato que o aumento da renda cada vez mais seja evidente para todos. O poder de compra do brasileiro médio já cresce, a inflação chegará ao final do ano no piso”, disse durante o lançamento do Programa Avançar, no Palácio do Planalto.

Em sua fala, o ministro também defendeu dois pontos polêmicos que se tornaram quase uma bandeira do governo Temer: a necessidade da reforma da Previdência e a reforma trabalhista, que entrou em vigor no sábado. As mudanças aumentarão, de acordo com o ministro, a produtividade, e trarão benefícios com medidas como o fortalecimento dos representantes dos trabalhadores para negociar acordos trabalhistas.
As mudanças e reformas feitas pelo governo, ainda na opinião de Meirelles, têm alavancado o crescimento sustentável do país. “Toda essa série de mudanças e de reformas e tudo isso que já está sendo feito, é exatamente por isso que volta o crescimento e dessa vez forte, sustentável. O Brasil termina o ano crescendo a taxas perto de 3% e vamos entrar o ano de 2018 crescendo a taxas de podem chegar a esse número de 3%”, disse Meirelles.

Como a continuidade nos índices econômicos depende, em grandíssima parte, da confiança dos investidores e empresários na economia brasileira, cumpre não se descuidar da estabilidade política, algo cada vez mais difícil em tempos de escândalos sucessivos de corrupção em sucessivos governos. Até lá, antes de tudo se acalmar, como sempre, quem pagará a conta será o contribuinte brasileiro, o mais penalizado em períodos de crise.


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