Editorial

Um compromisso com a saúde até 2019

18 de Março de 2017 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

O Brasil assinou três compromissos com a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS) para cumprir nos próximos dois anos: deter o crescimento da obesidade na população adulta por meio de políticas de saúde e segurança alimentar e nutricional; reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta, e ampliar em no mínimo 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente.

A parceria foi feita com o compromisso de atingir metas para frear o crescimento do excesso de peso, já que atualmente mais da metade da população brasileira apresenta sobrepeso - a obesidade atinge 20% das pessoas adultas, de acordo com estudo recente da agência da ONU.

O tema foi discutido durante o Encontro Regional para Enfrentamento da Obesidade Infantil, com a presença de diversos países das Américas e organismos internacionais, e promovido no âmbito da Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição (2016-2025).

A representante substituta da Opas/OMS no Brasil, Mônica Padilla, lembrou que o excesso de peso tem aumentado em toda a América Latina e Caribe, com grande impacto na vida das crianças. Segundo ela, a prevalência de meninas e meninos menores de cinco anos com sobrepeso e obesidade aumentou nos últimos 15 anos, afetando atualmente 3,9 milhões de crianças da região. A maioria, 2,5 milhões de crianças, na América do Sul.

Já existem iniciativas nacionais e o combate ao problema não terá início apenas agora. Ao contrário, são propostas que conquistaram até elogios da comunidade internacional, como é o caso do Guia Alimentar para a População Brasileira. O documento foi criado pelo Ministério da Saúde em conjunto com a Opas/OMS e a Universidade de São Paulo (USP), e apontado por Daniel Balaban, diretor do Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (PMA), como um dos mais ousados do mundo, porque enfrenta tabus e diz o tipo de alimento que deve ser ofertado para que as pessoas cresçam sem doenças relacionadas à má nutrição e alimentação.

Como forma de colaborar com as nações a continuar alcançando avanços, a Opas/OMS desenvolveu ainda um modelo de perfil nutricional que identifica bebidas e alimentos com excesso de componentes críticos, como açúcares, sal, gorduras totais, gorduras saturadas e gorduras trans.

Boas práticas também são citadas, como o uso de rótulos de alerta na parte frontal das embalagens; a restrição na comercialização de alimentos e bebidas pouco saudáveis às crianças e a regulação de alimentos e bebidas vendidos nas escolas. Metas, portanto, que vão envolver todos aqueles que, direta ou indiretamente, são afetados. (Com informações da ONU)

 


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