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A banca paga, mas também precisa receber...

18 de Maio de 2017 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por Marcelo Bertholdi Oxley - Jornalista colaborador

Estamos respirando, a plenos pulmões e mais do que nunca, o maior esporte de todos os tempos em Pelotas: o enigmático futebol.

Nesta cidade somos bem resolvidos neste quesito. Não há muito espaço para a dupla Gre-Nal. Somos Brasil ou Pelotas, e, ainda temos uma terceira paixão, o Farroupilha.

Presenciamos estágios bem diferentes. Rubro-negros no auge e áureo-cerúleos tentando buscar o seu maior rival.

Todavia, há uma "guerra" em diversos meios de comunicação, sobre o real público nos estádios em dias de jogos. Há fotos, entrevistas de presidentes e torcedores gozando com o seu coirmão. Acredito que esta rivalidade, quando utilizada apenas como forma de brincadeira, torna-se leve, apetitosa e sadia, uma vez que faz reviver algo que há muitos anos está esquecido, o Bra-Pel. Porém, o sentido desta "concorrência" está tomando um caminho bem diferente, com agressões midiáticas, extensos textos vazios e uma única certeza: nada para acrescentar às direções de seus clubes.

Por outro lado, os torcedores dos dois times, Brasil e Pelotas, poderiam ser mais assíduos em seus jogos.

Neste caso, independentemente da competição disputada, há algo para melhorar. Entendo que existe uma crise e muito forte por trás de todos estes bastidores, porém, pelo número dos amantes de futebol que Pelotas dispõe, os dois estádios poderiam estar com as suas acomodações lotadas.

Qual o principal fator de um jogo de futebol? Um grande craque? Um ídolo? Um belo estádio? Todos estes ingredientes são muito importantes, de fato, contudo, o fundamental somos nós, torcedores apaixonados, que não nos vendemos para qualquer time "grande". Somos nós, torcedores alucinados, que não interessa a nossa divisão estaremos lá para apoiar e tentar, de algum modo, ajudar financeiramente. Acredito que nossas direções queiram falar sobre isto. Se eles cometeram erros em algumas contratações precisariam ser perdoados, pois são seres humanos passivos de equívocos. Não devemos vingar estas possíveis falhas, com o desprezo por nossas cores e futuramente a ausência nos estádios ou em mensalidades. Estamos fazendo falta para os cofres. Nossos dirigentes precisam montar equipes competitivas. Deveríamos ser mais agradecidos e entender que se esta emoção, de irmos aos estádios de Pelotas, acabar, estaremos muito em breve fardados com as cores de Grêmio, Internacional, Flamengo ou Corinthians.

Que o nosso afastamento aos campos de futebol seja por um compromisso inadiável ou por falta de verba, mas nunca por uma possível "birra". Sendo assim perde o vermelho, o preto, o azul e o amarelo. Para um bom time (direção) é preciso de um ótimo caixa (torcedor).

 


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