Segurança

Pelotas está há mais de 50 dias sem assalto a ônibus

Nas últimas dez semanas, apenas um caso foi registrado na cidade, que possui 150 veículos em circulação e realiza 80 mil viagens diárias

Foto: Jô Folha - DP - Os ônibus possuem, há quatro anos, um botão do pânico

Pelotas está há 52 dias sem roubos ao transporte público. Os dados do Observatório de Segurança Pública e Prevenção Social também mostram que, nas últimas dez semanas, apenas um caso foi registrado. Ao levar em conta o porte do Município e, principalmente, as quase 80 mil viagens diárias feitas pelos 150 ônibus atualmente em circulação, o cenário é positivo e é atribuído ao trabalho integrado e colaborativo das forças de segurança.

Segundo o relatório, ocorreu apenas um roubo a transporte público entre os dias 6 de fevereiro e 16 de abril. Para o coordenador do Observatório, Samuel Rivero, é preciso considerar que Pelotas é uma cidade de grande porte, com muitos trajetos feitos por ônibus, táxis e transporte por aplicativo.

Queda
A queda nos registros de roubo a transporte público vem sendo registrada ano após ano. Na série histórica, entre 2017 e 2022, a diminuição foi de 83%, de 199 para 34. Além disso, os dados do Observatório mostram que, em setembro de 2016, o número desses crimes chegava a 38, em fevereiro de 2017, a 33. Ao longo dos anos, o cenário mudou. Em 2022, a quantidade de registros foi apenas de um caso, em fevereiro, e três ocorrências em setembro, num total de quatro assaltos.

“Essa é uma redução significativa, pois se trata de indicador que ajuda a medir a sensação de segurança da população, especialmente de quem faz uso do transporte público de todos os tipos”, declarou o delegado regional de Polícia Civil, Márcio Steffens.

Números
De acordo com dados da Secretaria de Transporte e Trânsito (STT), circulam pela cidade 150 veículos do transporte coletivo que, ao longo do dia, fazem aproximadamente 80 mil viagens. Em relação aos táxis, são 336 automóveis, enquanto o número de transporte por aplicativo estimado é entre 1,5 e dois mil, que realizam o serviço diariamente, somado a casos eventuais.

Conforme Rivero, a troca constante de informações entre as forças de segurança do Município é um dos motivos ao qual se atribui a redução do roubo a transporte público. “Somado a essa articulação, está o policiamento orientado por dados e evidências produzidos pelo Observatório e a confiança mútua entre as instituições”, observa o coordenador. Ele observa ainda que ao identificar cada alteração nos indicadores criminais, os esforços dos efetivos são direcionados de maneira coordenada.

“O trabalho das equipes integradas reforça as ações que cada uma das instituições já desenvolve no dia a dia, e a troca de informações, planejamentos e união de esforços resultam nesses bons resultados”, declarou o comandante do 4° Batalhão de Polícia Militar (4º BPM), tenente-coronel Paulo Scherdien.

Além de barreiras de fiscalização e comboios integrados, o 4º BPM adotou estratégias, como ações de inteligência e ampliação de policiamento no horário de maior incidência criminal.

Botão do pânico
Pelotas possui o botão do pânico instalado nos seus 150 ônibus em circulação. O dispositivo é realidade no Município, há quatro anos, e, aliado ao GPS, também disponível em todos os veículos do transporte coletivo, é importante para evitar assaltos, já que os motoristas, em qualquer situação, podem acionar as autoridades de segurança por meio dele. Também é utilizado como ferramenta para mulheres vítimas de assédio sexual ou pode ser usada em casos de brigas entre passageiros. ​

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